26.7.14

ESTOU FICANDO SUFOCADA COM ESTES SMARTPHONES

Gente, pesquisa para ver se o problema sou eu ou se rola isto mesmo : Não sei...as vezes tenho a sensação que quando tem um evento, um encontro , um convívio real ( sem ser cyber) , nós estamos perdendo o hábito de vive lo integralmente no presente. Parece que os eventos acompanham já o ritmo de pesquisa na internet, dos nossos papos e fotos vias smartphones... Não sei...Parece que tem um apanhado de coisas, mas pouca vivência...Não sei explicar...Dá a sensação que tudo acontece para constar, mas não para viver a experiência de verdade..Tem hora para começar e terminar e o telefone no meio de tudo, inclusive puxando assunto....Além disto sempre acho que a preparação durou mais do que o momento. Que o momento passou quase como um flash, , numa velocidade que só camera mesmo para registrar o que foi vivido. Eu não sei...Acho que estamos perdendo a noção do presente. A noção do viver, do falar, do construir , do dialogar...A vezes somos tão espontâneos usando nosso teclado e tão distantes quando nos olhamos cara a cara. E as máquinas e celulares, que parecem já substituir um de nossos mais preciosos membros ? As nossas mãos..Tão capazes de construir...Ai não sei...Estou sentindo falta de convívio social real. Fora do virtual. Longe do passado, longe do futuro..Quero viver mais o presente. Integralmente. Deixar para conhecer as pessoas ao vivo e conseguir me liberar deste medo de perder o presente ( tirando fotos , filmando) . Não estamos nos dando conta que o presente se perde mesmo é quando ao invés de vivermos o agora estamos preocupados em registra lo para o futuro...Não aguento mais viver de futuro. E de um presente que vira um passado, fotografado, mas pouco vivido.To achando a vida muito rápida, muito cheia de tarefas...De expectativas...Sei lá...Estou me sentindo iludida por um smartphone...que está me dando falsa sensação de convívio social e vivência. Nele tudo tem, até uma breve viagem a lugares paradisiacos. Quero um Nokia antigo. Só números. Estes ipads vieram para dominar o mundo. Temos que nos cuidar.

17.3.14

medo de ser

O Nascimento de um filho é muito impactante. Uma explosão de emoção e amor. Uma oportunidade de nos conectarmos com o real sentido da vida. Com a nossa essência e com a verdadeira necessidade humana. Por que nos deixamos moldar de acordo com o que a sociedade nos impoe ? Por que mantemos ensinando a nossos filhos o que sabemos que não é o caminho da felicidade ? Por que o medo nos permite ser a eles, exemplo do que no fundo do nosso coração não almejamos ? Sair de casa para trabalhar sem prazer de trabalhar. Ir em busca do sustento na base do consumo. Se fechar para a liberdade de viver , mesmo que de forma mais arriscada. Ensinar aos nosso filhos não se arriscarem é os tolir da liberdade. E ensina los a correr riscos sem ser exemplo disto é difícil. O medo contagia, o medo cega o medo adoece. Sinto me aprisionada. Acredito que meus filhos me ensinam e me inspiram mais do que eu a eles. ... A vida na correria, na pressa e na obrigação de ganhar dinheiro. A vida submissa. Que aceita o que o sistema impõe e aceita verdades criadas por seres humanos amedrontados. Eu não quero fazer mais parte disto. Não quero deixar o que há de bom ser tolidopor falta de tempo, por falta de coragem. QUe ser humano estou sendo eu ? POr que tanto medo ? Temos que cuidar do que ensinamos e nos libertar do que aprendemos errado. Tem que trabalhar Tem que ralar Tem que estudar ... Enquanto o que precisamos mesmo é viver, plantar e colher. EM 2009, inpirada pelo nascimento do meu querido e muito amado filho, escrevi duas historinhas. Uma comecei a ilustrar...Mas a correria, o tempo sempre encontrado para o que nao dou valor e nao quero, comeu o tempo sempre almejado para o que mais gosto de fazer criar minhas proprias coisas, sem pensar em dinheiro, sem pensar em horário, apenas pensando em ser feliz... Deus, me de coragem para eu ser o exemplo do que eu quero que meus filhos sejam Pessoas livres do medo e dos dogmas do sistema. LIberdade Liberdade e vivencia. Temos que tomar cuidado com o que ensinamos , porque podemos estar ocultando uma grande novidade. temos que tomar cuidado com o que ensinamos pois podemos gerar grandes conflitos entre o saber que se é e o ser que se precisa ser. Coloco estas figuras para exemplificar a força desta corrente do "vamos em frente que a vida é assim"... desde 2009 iniciei as ilustracoes do livrinho que tanto me empolgou a criacao. Pela falta de tempo e pela falta de dar valor ao que realmente gosto. O livro parou. A frustracao instalou. e hoje vejo como mais um projeto que passou... a historia termina assim: "12 Durante 9meses a barriga dela ganhou um morador. Este morador ia crescendo e se transformando, dia a dia, dentro do corpo da mulher. De meses em meses o casal observava, através de um monitor, a evolução do pequeno e novo morador. O dono da barriga no inicio era pequenino como um grão de arroz.... Depois ele foi crescendo, crescendo... 13 No meio de todo este tempo e de toda esta evolução, o homem e a mulher ficavam tentando adivinhar como seria a cara deste serzinho... Como seria o nome dele e se era menino ou menina O habitante da barriga continuava crescendo... 14 A barriga da mulher , como uma bola de encher, esticou toda ate ficar redonda. A estas alturas, o homem e a mulher, ao tocarem a barriga podiam sentir em suas mãos os socos e pontapés do pequeno morador. E lá dentro o dono da barriga continuava a crescer. Foi crescendo, crescendo... Ele crescia lá dentro e a barriga esticava aqui fora. 15 Até que um dia, de tanto crescer, ele não mais cabia ali dentro. Resolveu então que iria abandonar o espaço apertado. E de dentro da barriga da mulher ele resolveu sair 16 O homem e a mulher adoraram a surpresa ! Quando o pequeno grande ser que habitava a barriga apareceu do lado de fora uma nova vida surgiu. A vida de um bebê, de um pai e de uma mãe. Uma vida de ensinamentos e aprendizados, de descobertas e desafios. Uma vida repleta de alegria, onde refletia e brilhava nos olhos do bebê, daquele pequeno ser recém chegado, o amor e a união. "